30 de março de 2012

PAROQUIA DE SANT´ANA DE CAICÓ/RN PROGRAMAÇÃO DA SEMANA SANTA


Catedral de Sant´Ana
DOMINGO DE RAMOS -01/04
8h – Benção dos Ramos, procissão saindo da praça do Rosário e Missa.
19h – Benção dos Ramos, procissão saindo da Ilha de Sant´Ana e Missa.
2ª FEIRA SANTA-02/04
19h -Terço dos Homens

3ª FEIRA SANTA-03/04
6h30 - Missa
19h – Adoração do Santíssimo Sacramento

4ª FEIRA SANTA – 04/04
6h30 – Missa
19h – Celebração Penitencial

5ª FEIRA SANTA – 05/04
8h –Missa dos Santos Oléos.
17h – Missa da Ceia do Senhor e Lava-Pés
19h às 00h – Adoração do Santíssimo Sacramento

6ª FEIRA SANTA- 06/04
8h – Confissões individuais
12h às 16h – Adoração ao Santíssimo Sacramento
16h – Ação Litúrgica e Via Sacra luminosa conduzindo as Imagens de Bom Jesus dos Passos e N. Srª das Dores até o serrote da Cruz.

SABÁDO SANTO – 07/04
20h – celebração da Vigília Pascal.

DOMINGO DA PÁSCOA – 08/04
6h30, 8h30, 19h – Missa de Domingo de Páscoa.
7h30 – Batizados.

IGREJA DE SANTA MARTA DE BETÂNIA
DOMINGO DE RAMOS – 01/04
6h30 – Benção dos Ramos, procissão saindo da casa das irmãs de Belém e Missa

2ª FEIRA SANTA -02/04
19h – Via Sacra

3ª FEIRA SANTA – 03/04
19H – Confissões Individuais

4ª FEIRA SANTA-04/04
19h – Adoração do Santíssimo Sacramento

DOMINGO DA PASCOA – 08/04
Missa da Páscoa
CUMUNIDADE DA DIVINA MISERICORDIA (VILA ALTIVA)
DOMINGO DE RAMOS – 01/04
16h30 – Benção dos Ramos, procissão saindo da DISBECOL e missa

2ª FEIRA SANTA – 02/04
19h – Confissões Individuais

DOMINGO – 08/04
17h – Missa de Páscoa
VILA CARLINDO DANTAS
DOMINGO DE RAMOS – 01/04
17h – Benção dos Ramos, procissão e Celebração da Palavra

2ª FEIRA SANTA – 02/04
19h – Via-Sacra

DOMINGO DE PÁSCOA – 08/04
17h – Celebração da Palavra
CAPELA DE SÃO SEBASTIÃO
2ª FEIRA SANTA – 02/04
6h – Missa

3ª FEIRA SANTA – 03/04
6h – Missa

4ª FEIRA SANTA – 04/04
6h – Missa

DOMINGO DE PÁSCOA – 08/04
17h – Celebração da Palavra

29 de março de 2012

Bispo de Caicó participará de assembléia nesta quinta (29) em Natal

Bispos de todo o Rio Grande do Norte participam nesta quinta-feira (29) da Assembleia Geral do Serviço de Apoio aos Projetos Alternativos Comunitários-Seapac, em Natal. O secretário de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social-Sethas, Luiz Eduardo Carneiro Costa, é convidado na reunião, que é realizada anualmente. Estarão presentes no encontro os bispos dom Jaime Vieira Rocha (Arcebispo de Natal), dom Heitor de Araújo Sales (presidente do Seapac), dom Matias Patrício (Arcebispo Emérito de Natal), dom Manoel Delson (bispo de Caicó- na foto), dom Mariano Manzana (bispo de Mossoró) e dom Francisco Dantas de Lucena (bispo de Guarabira, município do Estado da Paraíba).

A assembleia está marcada para as 10h desta quinta-feira (29) no Centro Pastoral João Paulo II, em Ponta Negra. A presença do secretário na reunião atende a um convite da coordenação do Seapac.

De acordo o com o diácono Francisco das Chagas, coordenador do Seapac, a presença do secretário Luiz Eduardo na assembleia “é importante, porque, além de se tratar do representante estadual da assistência social, a instituição está para assinar com o Governo do Estado, por meio da Sethas, o convênio para a construção de cisternas no Rio Grande do Norte”.

A entidade foi a vencedora do certame realizado pela Secretaria para a construção de 2.800 cisternas em 50 municípios potiguares. Os recursos, na ordem de R$ 4,7 milhões, são do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome-MDS, com a contrapartida estadual.

O projeto de cisternas integra um dos eixos do programa RN Mais Justo, lançado no início deste mês pela governadora Rosalba Ciarlini, com presença da ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello. A instalação de cisternas nas zonas urbana ou rural é uma das metas do eixo três do programa, que prevê o acesso da população mais carente aos serviços públicos.

Blog Robsom Pires.
 

19 de março de 2012

Mensagem do PAPA BENTO XVI Para o 46º Dia Mundial Das Comunicações Sociais

«Silêncio e palavra: caminho de evangelização»[Domingo, 20 de Maio de 2012] 
Amados irmãos e irmãs,
Ao aproximar-se o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2012, desejo partilhar convosco algumas reflexões sobre um aspecto do processo humano da comunicação que, apesar de ser muito importante, às vezes fica esquecido, sendo hoje particularmente necessário lembrá-lo. Trata-se da relação entre silêncio e palavra: dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas. Quando palavra e silêncio se excluem mutuamente, a comunicação deteriora-se, porque provoca um certo aturdimento ou, no caso contrário, cria um clima de indiferença; quando, porém se integram reciprocamente, a comunicação ganha valor e significado.
O silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo. No silêncio, escutamo-nos e conhecemo-nos melhor a nós mesmos, nasce e aprofunda-se o pensamento, compreendemos com maior clareza o que queremos dizer ou aquilo que ouvimos do outro, discernimos como exprimir-nos. Calando, permite-se à outra pessoa que fale e se exprima a si mesma, e permite-nos a nós não ficarmos presos, por falta da adequada confrontação, às nossas palavras e ideias. Deste modo abre-se um espaço de escuta recíproca e torna-se possível uma relação humana mais plena. É no silêncio, por exemplo, que se identificam os momentos mais autênticos da comunicação entre aqueles que se amam: o gesto, a expressão do rosto, o corpo enquanto sinais que manifestam a pessoa. No silêncio, falam a alegria, as preocupações, o sofrimento, que encontram, precisamente nele, uma forma particularmente intensa de expressão. Por isso, do silêncio, deriva uma comunicação ainda mais exigente, que faz apelo à sensibilidade e àquela capacidade de escuta que frequentemente revela a medida e a natureza dos laços. Quando as mensagens e a informação são abundantes, torna-se essencial o silêncio para discernir o que é importante daquilo que é inútil ou acessório. Uma reflexão profunda ajuda-nos a descobrir a relação existente entre acontecimentos que, à primeira vista, pareciam não ter ligação entre si, a avaliar e analisar as mensagens; e isto faz com que se possam compartilhar opiniões ponderadas e pertinentes, gerando um conhecimento comum autêntico. Por isso é necessário criar um ambiente propício, quase uma espécie de «ecossistema» capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagens e sons.
Grande parte da dinâmica actual da comunicação é feita por perguntas à procura de respostas. Os motores de pesquisa e as redes sociais são o ponto de partida da comunicação para muitas pessoas, que procuram conselhos, sugestões, informações, respostas. Nos nossos dias, a Rede vai-se tornando cada vez mais o lugar das perguntas e das respostas; mais, o homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidades que não sente. O silêncio é precioso para favorecer o necessário discernimento entre os inúmeros estímulos e as muitas respostas que recebemos, justamente para identificar e focalizar as perguntas verdadeiramente importantes. Entretanto, neste mundo complexo e diversificado da comunicação, aflora a preocupação de muitos pelas questões últimas da existência humana: Quem sou eu? Que posso saber? Que devo fazer? Que posso esperar? É importante acolher as pessoas que se põem estas questões, criando a possibilidade de um diálogo profundo, feito não só de palavra e confrontação, mas também de convite à reflexão e ao silêncio, que às vezes pode ser mais eloquente do que uma resposta apressada, permitindo a quem se interroga descer até ao mais fundo de si mesmo e abrir-se para aquele caminho de resposta que Deus inscreveu no coração do homem.
No fundo, este fluxo incessante de perguntas manifesta a inquietação do ser humano, sempre à procura de verdades, pequenas ou grandes, que dêem sentido e esperança à existência. O homem não se pode contentar com uma simples e tolerante troca de cépticas opiniões e experiências de vida: todos somos perscrutadores da verdade e compartilhamos este profundo anseio, sobretudo neste nosso tempo em que, «quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais» (Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011).Devemos olhar com interesse para as várias formas de sítios, aplicações e redes sociais que possam ajudar o homem actual não só a viver momentos de reflexão e de busca verdadeira, mas também a encontrar espaços de silêncio, ocasiões de oração, meditação ou partilha da Palavra de Deus. Na sua essencialidade, breves mensagens – muitas vezes limitadas a um só versículo bíblico – podem exprimir pensamentos profundos, se cada um não descuidar o cultivo da sua própria interioridade. Não há que surpreender-se se, nas diversas tradições religiosas, a solidão e o silêncio constituem espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas. O Deus da revelação bíblica fala também sem palavras: «Como mostra a cruz de Cristo, Deus fala também por meio do seu silêncio. O silêncio de Deus, a experiência da distância do Omnipotente e Pai é etapa decisiva no caminho terreno do Filho de Deus, Palavra Encarnada. (...) O silêncio de Deus prolonga as suas palavras anteriores. Nestes momentos obscuros, Ele fala no mistério do seu silêncio» (Exort. ap. pós-sinodal Verbum Domini, 30 de Setembro de 2010, n. 21). No silêncio da Cruz, fala a eloquência do amor de Deus vivido até ao dom supremo. Depois da morte de Cristo, a terra permanece em silêncio e, no Sábado Santo – quando «o Rei dorme (…), e Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos» (cfr Ofício de Leitura, de Sábado Santo) –, ressoa a voz de Deus cheia de amor pela humanidade.Se Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus. «Temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora» (Homilia durante a Concelebração Eucarística com os Membros da Comissão Teológica Internacional, 6 de Outubro de 2006). Quando falamos da grandeza de Deus, a nossa linguagem revela-se sempre inadequada e, deste modo, abre-se o espaço da contemplação silenciosa. Desta contemplação nasce, em toda a sua força interior, a urgência da missão, a necessidade imperiosa de «anunciar o que vimos e ouvimos», a fim de que todos estejam em comunhão com Deus (cf. 1 Jo 1, 3). A contemplação silenciosa faz-nos mergulhar na fonte do Amor, que nos guia ao encontro do nosso próximo, para sentirmos o seu sofrimento e lhe oferecermos a luz de Cristo, a sua Mensagem de vida, o seu dom de amor total que salva.
Depois, na contemplação silenciosa, surge ainda mais forte aquela Palavra eterna pela qual o mundo foi feito, e identifica-se aquele desígnio de salvação que Deus realiza, por palavras e gestos, em toda a história da humanidade. Como recorda o Concílio Vaticano II, a Revelação divina realiza-se por meio de «acções e palavras intimamente relacionadas entre si, de tal modo que as obras, realizadas por Deus na história da salvação, manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras; e as palavras, por sua vez, declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido» (Const. dogm. Dei Verbum, 2). E tal desígnio de salvação culmina na pessoa de Jesus de Nazaré, mediador e plenitude da toda a Revelação. Foi Ele que nos deu a conhecer o verdadeiro Rosto de Deus Pai e, com a sua Cruz e Ressurreição, nos fez passar da escravidão do pecado e da morte para a liberdade dos filhos de Deus. A questão fundamental sobre o sentido do homem encontra a resposta capaz de pacificar a inquietação do coração humano no Mistério de Cristo. É deste Mistério que nasce a missão da Igreja, e é este Mistério que impele os cristãos a tornarem-se anunciadores de esperança e salvação, testemunhas daquele amor que promove a dignidade do homem e constrói a justiça e a paz.Palavra e silêncio. Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; e isto é particularmente importante paras os agentes da evangelização: silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da acção comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo. A Maria, cujo silêncio «escuta e faz florescer a Palavra» (Oração pela Ágora dos Jovens Italianos em Loreto, 1-2 de Setembro de 2007), confio toda a obra de evangelização que a Igreja realiza através dos meios de comunicação social.
Vaticano, 24 de Janeiro – dia de São Francisco de Sales – de 20

10 de março de 2012

3º Domingo da Quaresma

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

13Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém.
14No Templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados.
15Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. 16E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isso daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!”
17Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: “O zelo por tua casa me consumirá”.
18Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agir assim?”
19Ele respondeu: “Destruí este Templo, e em três dias eu o levantarei”.
20Os judeus disseram: “Quarenta e seus anos foram precisos para a construção deste santuário e tu o levantarás em três dias?”
21Mas Jesus estava falando do Templo do seu corpo.
22Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele.
23Jesus estava em Jerusalém durante a festa da Páscoa. Vendo os sinais que realizava, muitos creram no seu nome.
24Mas Jesus não lhes dava crédito, pois ele conhecia a todos; 25e não precisava do testemunho de ninguém acerca do ser humano, porque ele conhecia o homem por dentro.



- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Réplica do Cristo Redentor será entregue a Bento XVI


Réplica de três metros de altura da imagem do Cristo Redentor será entregue ao Papa no Domingo de Ramos
Os organizadores da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013 estarão em Roma no dia 1º de abril, para entregar ao Papa Bento XVI, durante a Missa do Domingo de Ramos, uma réplica de três metros de altura da imagem do Cristo Redentor. Neste dia é celebrada a comemoração diocesana da Jornada Mundial da Juventude.

Segundo o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, a imagem deverá ficar na capital italiana para representar o Rio e divulgar a cidade como sede da próxima JMJ.

O presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanislaw Rylko, destacou a necessidade de ampliar as informações sobre os preparativos para a JMJ no Rio de Janeiro.

"Queremos lançar o caminho, a nível internacional, de preparação da cidade. Já recebemos comunicados de muitos integrantes (das confederações) querendo saber como o Rio está se preparando. Agora, poderemos dar notícias encorajadoras e belas", afirmou o prelado, que também é o responsável pela organização da Jornada Mundial da Juventude no Vaticano.

Dom Rylko passou a última semana analisando e coletando informações da cidade para levar ao Vaticano. Ele se reuniu com autoridades, visitou algumas instalações, celebrou Missa no Cristo Redentor e encontrou-se com jovens da Igreja Católica.

Para o cardeal, o "trabalho está bastante avançado".

O processo de organização da Jornada é dividido entre duas grandes comissões: o Comitê Central, que é o Pontifício Conselho para os Leigos, em Roma, e o Comitê Organizador Local, no Rio de Janeiro. Até a data da Jornada as duas equipes trabalharão juntas para garantir que a Jornada aconteça da melhor forma.

A viagem do Comitê Organizador Local ao Vaticano tem como objetivo avaliar a última jornada realizada em Madri e apresentar a cidade do Rio de Janeiro. Estarão presentes representantes das Conferências Episcopais e movimentos de mais de 80 países, entre eles, peregrinos das últimas JMJs, em Madri e Sidney.

Posteriormente, os jovens das confederações episcopais visitarão o Rio antes da jornada para ver como a cidade estará se encaminhando para receber cerca de dois milhões de pessoas.

Com a JMJ no Rio de Janeiro, o evento retorna ao continente latinoamericano 25 anos depois do encontro em Buenos Aires, na Argentina, com o Papa João Paulo II.

Papa pede reforço no ensinamento sobre castidade e matrimônio

Bento XVI faz orientações claras sobre a indissolubilidade do matrimônio e vivência da castidade em audiência nesta sexta-feira
O ensinamento da Igreja sobre a família e sobre o matrimônio esteve ao centro do discurso do Papa Bento XVI ao grupo de bispos americanos, reunidos na manhã desta sexta-feira, 09, no Vaticano, que estão em visita Ad Limina. Bento XVI denuncia a tentativa de alterar a definição legal de matrimônio.

O Papa pede o desenvolvimento de uma pastoral clara e normas de liturgia para uma digna celebração do matrimônio que - acrescenta - "comporta um testemunho não ambiguo das objetivas exigências da moral cristã". Bento XVI fala ainda de "carências nas catequeses dos anos recentes" na comunicação da doutrina da Igreja Católica, que em relação Sacramento do matrimônio e à castidade, é clara.
O Santo Padre em seu discurso reforça que "o Sacramento do matrimônio é indissolúvel" e que "as diferenças sexuais na definição do matrimônio não podem ser consideradas irrelevantes". Ele também fala da riqueza da visão cristã da sexualidade humana e da castidade, da específica comunhão entre as pessoas, essencialmente enraizada na complementariedade dos sexos e orientada para procriação.
O Pontífice recordou que tal doutrina é expressa pelo magistério depois do Concílio e apresentada no Catecismo da Igreja Católica e no Compêndio da Doutrina Social da Igreja, e afirma: "Existe a necessidade que tais ensinamentos sejam recolocados no seu justo lugar na oração e nas indicações catequéticas".
Bento XVI fala de "crise do matrimônio e da família", da crescente prática da convivência antes do matrimônio que, segundo ele, "é vivida geralmente por parte de casais que não são conscientes do fato que se trata de uma situação gravemente pecaminosa". A este propósito o Papa recorda os tantos problemas da sociedade atual que não tutela a família o suficiente. Ele denuncia as correntes culturais que procuram alterar a definição legal do matrimônio.
Ao final, o Santo Padre dispensou palavras de apreço pelo empenho dos bispos americanos em suas dioceses através das paróquias, das escolas, dos organismos humanitários e pediu para que existam pessoas que estejam ao lado daqueles que estão em situações matrimoniais dificeis, em particular divorciados e separados, pais solteiros, mães jovens e mulheres que levam em consideração o aborto, assim como, menores que sofram as consequências da ruptura da família.

Mulheres desempenham grande papel na Igreja


A virgindade e a maternidade: duas dimensões particulares na realização da personalidade feminina. A luz do Evangelho, elas adquirem a plenitude do seu sentido e valor em Maria, que como Virgem se tornou Mãe do filho de Deus.

“A virgindade e a maternidade coexistem nela: não se excluem, nem se limitam reciprocamente. Antes, a pessoa da Mãe de Deus ajuda todos — especialmente todas as mulheres — a perceberem de que modo estas duas dimensões e estes dois caminhos da vocação da mulher, como pessoa, se desdobram e se completam reciprocamente”, escreve o Papa João Paulo II, na encíclica Mulieris dignitatem.

João Paulo II lembra que a virgindade no sentido evangélico comporta a renúncia ao matrimônio e, por conseguinte, também à maternidade física. Todavia, a renúncia a este tipo de maternidade, que pode também comportar um grande sacrifício para o coração da mulher, abre para a experiência de uma maternidade de sentido diverso: a maternidade “segundo o espírito”.

“Ao viver a maternidade espiritual damos nossa vida aos outros. Aqui no Carmelo, pela oração, podemos atingir o mundo inteiro e não só o ambiente mais próximo”, conta irmã Vânia Maria do Espírito Santo, Madre priora do Carmelo São José de Três Pontas (MG).

Prestes a completar 50 anos de vida religiosa, Irmã Vânia se diz muito feliz. Para ela cada dia Deus traz uma novidade. “Vejo isso na grande misericórdia de Deus. Percebo, nessa escolha de Deus, Seu grande amor por nós”, salienta.


Diversas atuações da mulher na Igreja

Mas não é só na vida religiosa que a mulher pode atuar na Igreja. Elas estão presentes também nas pastorais, nos estudos teológicos, no ensino catequético e nas frentes de proteção à vida. Um grande exemplo é a médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, reconhecida no Brasil e no mundo por sua contribuição para a sociedade.

Como referência teológica, basta lembrar as doutoras da Igreja: Santa Catarina de Sena, Santa Tereza d’Ávila e Santa Terezinha do Menino Jesus.  “A sociedade e a Igreja devem proporcionar à mulher maiores possibilidades concretas de inserção na construção da vida em comum. Só assim, a mulher mostrará o que ela pode dar e realizar”, salienta a focolarina.

A encíclica Mulieris dignitatem, ressalta que no cristianismo, mais que em qualquer outra religião, a mulher tem, desde as origens, um estatuto especial de dignidade, do qual o Novo Testamento atesta não poucos aspectos.

 “Aparece com evidência que a mulher é destinada a fazer parte da estrutura viva e operante do cristianismo de modo tão relevante, que talvez ainda não tenham sido enucleadas todas as suas virtualidades”, escreve João Paulo II.

A partir do Concílio Vaticano II, com a revalorização do laicato na Igreja, voltando-se para a dimensão comunitária de mesma, iniciou-se uma grande corrente de renovação, devolvendo aos leigos a consciência da sua importância.

 “Hoje através dos Movimentos e das Novas Comunidades Eclesiais vê-se um florescimento espontâneo de carismas, sob a luz do Espírito Santo, possibilitando um grande protagonismo às mulheres. Emerge então o perfil mariano da Igreja  tão evidenciado por João Paulo II”, reforça a teóloga Rosa Maria Chaplin Ayter.

Dentro da Igreja, a socióloga e membro do conselho mundial do Movimento dos Focolares, Vera Araujo, afirma que se vê a necessidade da presença da mulher para uma maior participação na gestão também das estruturas eclesiásticas, no sentido de converte-las sempre mais em estruturas não de poder, mas de verdade, de serviço e de amor.