5 de março de 2012

Começam os trabalhos de abertura para beatificação de freira mineir

Começa neste domingo, 4, o processo de beatificação da Serva de Deus, madre Tereza Margarida do Coração de Maria, carinhosamente chamada por todo de Nossa Mãe. O processo será aberto com uma missa, marcada para as 16h, que será celebrada pelo bispo de Campanha, Dom Diamantino de Carvalho.

As irmãs Carmelitas preparam, desde que chegou de Roma, a licença para a abertura do processo de beatificação de “Nossa Mãe”, em 7 de julho de 2011. A partir daí, a vida das enclausuradas girou em torno disso. Há um mês, a comunidade religiosa está fazendo uma preparação espiritual, uma vivência da prática das virtudes e ainda mais de oração e silêncio.

“A gente está se preparando para viver na intensidade este momento tão especial e único. Esta é a primeira vez que isto acontece e nos deixa muito felizes, mas aumenta a nossa responsabilidade, pois ela seguiu esta mesma vida e viveu na perfeição, ao ponto de ser reconhecida pela igreja”, afirmou a priora do Carmelo São José, irmã Vânia Maria do Espírito Santo

O processo


O processo de beatificação será aberto em sessão solene marcada para as 16h deste domingo, 4, na Matriz Nossa Senhora D’Ajuda. A partir de 14h, os restos mortais da Nossa Mãe, que foram retirados do túmulo do cemitério no dia 26 de fevereiro, já estarão em urna para visitação na igreja. Em seguida, terá início a celebração, que seguirá um ritual diferente das habituais: no final, os fiéis sairão em procissão até o Carmelo, onde os restos mortais serão colocados no túmulo e a capela será inaugurada.

O processo de retirada dos restos mortas da madre foi acompanhado por orações de Dom Diamantino Prata de Carvalho durante a abertura do caixão. O postulador da causa, Dr. Paolo Villota, também participou do ato.

Dom Diamantino nomeou duas comissões para cuidar do processo de beatificação: um Tribunal Eclesiástico e a Comissão Histórica, com cargos e posições definidas dentro da diocese. A priora do Carmelo São José pediu ajuda da comunidade para levantamento de informações sobre a vida e atuação de irmã Maria Tereza, já que foram poucos os dados da freira levadas ao Carmelo para ser incluso no processo.

“Quero deixar bem claro que nada disso será divulgado, nem vai aparecer o nome de quem recebeu uma correspondência com conselhos dela, pois podemos encontrar coisas sobre a intimidade das pessoas. Precisamos e ter em mãos a sua forma de atuação”, explicou irmã Vânia.

História

Madre Tereza nasceu em Borda da Mata, no Sul de Minas, e viveu por muito tempo em Cruzeiro, interior de São Paulo. Ela foi fundadora do Carmelo São José, onde viveu por 43 anos. Ingressou na Ordem das Carmelitas, aos 21 anos de idade, no mosteiro de Mogi das Cruzes, interior de São Paulo. Nossa Mãe, como é chamada, morreu em novembro de 2005, 40 dias antes de completar 90 anos.

Papa encerra retiro espiritual com profundo agradecimento a Deus

O Papa Bento XVI participou na manhã deste sábado, 3, da última meditação dos exercícios espirituais da Quaresma, que se realizaram ao longo de toda a semana. Ao final deste retiro quaresmal, o Papa dirigiu algumas palavras de agradecimento ao Cardeal congolês Laurent Monsengwo Pasinya, que este ano foi o autor das meditações, que tiveram como tema a comunhão com Deus.

"Obrigado, Eminência, em nome de todos, pela guia que nos doou nesses Exercícios Espirituais. O senhor nos guiou, como dizer, no grande jardim da Primeira Carta de S. João e assim em toda a Escritura, com grande competência exegética e com experiência espiritual e pastoral. Guiou sempre com o olhar dirigido a Deus, e justamente com este olhar a Deus, aprendemos o amor, a fé que cria comunhão. E o senhor temperou essas suas meditações com belas histórias, principalmente de sua querida terra africana, que nos deram alegria e nos ajudaram".

Bento XVI disse que ficou particularmente impressionado com a história que o Cardeal contou de um amigo seu, que, em coma, tinha a impressão de estar num túnel escuro, mas no final via um pouco de luz e, sobretudo, ouvia uma bela música.

"Parece-me que esta possa ser uma parábola da nossa vida: muitas vezes nos encontramos num túnel escuro em plena noite, mas pela fé, no final, vemos luz e ouvimos um bela música, percebemos a beleza de Deus, do céu e da terra, de Deus criador e da criatura, e assim nossa salvação é objeto de esperança (cfr Rm 8,24)”.

Além das palavras pronunciadas de maneira improvisada, Bento XVI entregou uma carta de agradecimento ao Arcebispo de Kinshasa. Em um dos trechos da mensagem, o Papa destacou que as reflexões permitiram um profundo reconhecimento por Deus.

"Comentando alguns trechos da Primeira Carta de S. João, o senhor nos guiou num itinerário de redescobrimento do mistério de comunhão em que fomos inseridos a partir do nosso Batismo. Graças a este percurso, o silêncio e a oração desses dias, de modo especial a adoração eucarística, foram repletos de profundo reconhecimento por Deus, pelo “grande amor” (1 Jo 3,1) que nos deu e com o qual nos uniu a Si numa relação filial, que constitui a nossa mais profunda realidade".
A partir deste domingo, 4, com o a oração mariana do Angelus, o Papa retoma sua habitual agenda de encontros e audiências. (BF)

"Jesus nos propõe subir a montanha da oração", diz Bento XVI


Uma bela jornada de sol, com temperatura primaveril, foi o cenário que acolheu milhares de fiéis e peregrinos de diversos países do mundo, sobretudo jovens, que vieram à Praça S. Pedro para ver o ouvir o Papa rezar a oração mariana do Angelus.

Este domingo, o segundo da Quaresma, se caracteriza como domingo da Transfiguração de Cristo. De fato, no itinerário quaresmal, a liturgia, depois de nos convidar a seguir Jesus no deserto para enfrentar e vencer com Ele as tentações, nos propõe subir a "montanha" da oração, para contemplar sobre o rosto humano de Jesus a luz gloriosa de Deus.

O episódio da transfiguração de Cristo é comprovado de maneira concorde pelos Evangelistas Mateus, Marcos e Lucas. Os elementos essenciais são dois: antes de tudo, Jesus sobe com os discípulos Pedro, Tiago e João numa alta montanha e ali "foi transfigurado diante deles" (Mc 9,2), o seu rosto e suas vestes tornam-se resplandecentes, enquanto do seu lado aparecem Moises e Elias; em segundo lugar, uma nuvem cobre a montanha e dela sai uma voz que dizia: "Este é meu Filho amado, ouvi-o!" (Mc 9,7). Portanto, a luz e a voz: a luz divina que resplende no rosto de Jesus, e a voz do Pai celeste que testemunha por Ele e pede que seja ouvido.


O Papa explica: "O mistério da transfiguração não deve ser separado do contexto do caminho que Jesus está percorrendo. Ele se dirigiu decididamente rumo à realização da sua missão, bem sabendo que, para alcançar a ressurreição, deveria passar através da paixão e da morte na cruz. Disso falou abertamente aos discípulos, os quais, porém, não entenderam, ou melhor, rejeitaram esta perspectiva".

Por isso, Jesus levou consigo três deles para a montanha e revelou a sua glória divina. Jesus queria que esta luz iluminasse seus corações no momento de atravessar a escuridão da sua paixão e morte, quando o escândalo da cruz fosse para eles insuportável.

Deus é luz, e Jesus quis doar aos seus amigos mais íntimos a experiência desta luz que habita Nele. Assim, depois deste acontecimento, Ele se transformou neles luz interior, capaz de protegê-los dos ataques das trevas. Também na noite mais escura, Jesus é a luz que jamais se apaga.

"Queridos irmãos e irmãs, todos nós necessitamos da luz interior para superar as provas da vida. Esta luz vem de Deus e é Cristo que a doa a nós. Peçamos à Virgem Maria que nos ajude a viver esta experiência no tempo da Quaresma, encontrando todos os dias alguns momentos para a oração silenciosa e para a escuta da Palavra de Deus."

Papa vai a paróquia romana e alerta sobre analfabetismo religioso


Após uma semana de retiro quaresmal, sem audiências e compromissos públicos, o Papa Bento XVI deixou o Vaticano na manhã deste domingo, 04, para visitar a Paróquia São João Batista de La Salle al Torrino, na periferia sul de Roma.

Trata-se de uma paróquia jovem, com cerca de 12 mil habitantes, composta por 85% de jovens casais com filhos em idade escolar. De fato, milhares de crianças acolheram calorosamente seu Bispo, que fez questão de cumprimentar pessoalmente inúmeras delas posicionadas na praça diante da igreja, onde foi celebrada a Santa Missa.

A Igreja também é jovem, pois foi erigida no Jubileu do Ano 2000 e consagrada em 2009. Sua posição geográfica, no ponto mais alto do bairro, notou o Pontífice na sua homilia, é significativa, porque indica que também nós precisamos subir no monte da transfiguração para receber a luz de Deus, para que seu Rosto ilumine o nosso rosto. "É na oração pessoal e comunitária que nós encontramos o Senhor não como uma idéia, como uma proposta moral, mas como uma Pessoa que quer entrar em relação conosco, que quer ser amigo e renovar a nossa vida para torná-la como a sua."

Mas este encontro não é somente um fato pessoal: "Esta igreja posicionada no ponto mais alto do bairro lhes recorda que o Evangelho deve ser comunicado, anunciado a todos. Não esperem que outros venham trazer-lhes mensagens diferentes, que não conduzem à verdadeira vida, mas sejam vocês mesmos missionários de Cristo aos irmãos lá onde vivem, estudam ou somente transcorrem o tempo livre".


A fé, recordou o Pontífice, deve ser vivida em comunhão, e a paróquia é o local no qual se aprende a viver a própria fé em meio aos outros. "Desejo encorajá-los para que cresça a corresponsabilidade pastoral, numa perspectiva de autêntica comunhão entre todas as realidades presentes, que são chamadas a caminhar juntas. Que o próximo Ano da Fé seja uma ocasião propícia também para esta paróquia, para fazer crescer e consolidar a experiência da catequese sobre as grandes verdades da fé cristã, e superar o 'analfabetismo religioso' que é um dos maiores problemas de hoje."

O Papa recordou o papel da família e de toda a comunidade cristã de educar à fé, citando em especial o ensinamento de São João Batista de La Salle. "Em especial, queridas famílias, vocês são o ambiente de vida em que se movem os primeiros passos da fé; sejam comunidades em que se aprende a conhecer e a amar sempre mais o Senhor, comunidades que se enriquecem reciprocamente para viver uma fé realmente adulta."

Por fim, Bento XVI confiou à Virgem Maria o nosso caminho quaresmal, como o de toda a Igreja, para que nos ajude a sermos discípulos fiéis de Cristo, cristãos maduros, para poder participar com Ela da plenitude da alegria pascal.

A misericórdia de Deus é bem-aventurança, profecia e terapia

No imenso tesouro do Evangelho, a misericórdia é como uma gema preciosa que é  sólida e delicada ao mesmo tempo, verdadeira e transparente na sua simplicidade, brilhante pela vida e alegria que difunde. Compaixão, solidariedade, ternura e perdão são como seus ângulos de polimento, por onde se reflete – em raios coloridos e acessíveis – o amor regenerador de Deus.
Para mim, neste tempo da Quaresma, a misericórdia de Deus se traduz em resgate, cura, abrigo, libertação, sustento, proteção, acolhida, generosidade e salvação – graças tão marcantes na caminhada do Povo de Deus. No decorrer dos séculos, a comunidade cristã tem atualizado esta experiência em novos contextos, lugares e relacionamentos. A Liturgia a celebra. A prece a invoca. A pregação a proclama. Os místicos a enfatizam. O magistério a propõe. As obras a cumprem.
Antiga e sempre nova, a misericórdia de Deus se pode entender em outras palavras sob três pontos: bem-aventurança, profecia e terapia.
Como bem-aventurança, a misericórdia aproxima o Reino de Deus das pessoas, e as pessoas do Reino de Deus. É prática que dignifica o ser humano: tanto quem a dá, quanto quem a recebe. Está repleta de gratuidade e alegria, como disse Jesus: “Felizes os misericordiosos, pois alcançarão misericórdia” (Mt 5,7).
As obras de misericórdia são também profecias da Justiça do Reino, que supera toda fronteira de raça, credo ou ideologia. Diante da humanidade ferida e carente, somos servidores da vida e da esperança, dentro e fora da Igreja, para crentes e não-crentes, a fim de que “todos tenham vida e vida em plenitude” (Jo 10,10). Jesus nos indicou o exemplo do bom samaritano para mostrar a todos que a misericórdia não aceita fronteiras!
Enfim, a misericórdia é também terapia: compaixão que restaura, toque que regenera e cuidado que aquece. As obras de misericórdia têm eficácia curadora: socorrem nossa humanidade ferida pelo pecado e pelo desamor, restaurando em nós a imagem do Cristo glorioso, para que Suas feições resplandeçam na nossa face, na face da Igreja, na face de toda a humanidade redimida.
Se a compaixão é um sentir que nos comove na direção do próximo, a misericórdia se caracteriza como gesto que realiza este sentir solidário. Na compaixão temos um sentimento que mobiliza; na misericórdia temos o exercício deste sentimento. Daí os verbos: cumprir, mostrar, fazer e agir – que expressam a eficácia do amor misericordioso humano e, sobretudo, divino (cf. Êx 20,6; Sl 85,8; Lc 1,72 e 10,37).
A misericórdia tem caráter operativo: é amor em exercício de salvação. Se o amor é a qualidade essencial de Deus, a misericórdia é este mesmo amor exercitado para com a criatura humana, revelando a qualidade ativa de Deus.
Assim, a misericórdia se mostra muito mais na experiência do dia a dia, do que na conceituação teológica, catequética ou espiritual. E ainda que tal experiência se revista de beleza, o “lar” da misericórdia não é o discurso e nem explicações, porque as crianças abandonadas, os andarilhos e os excluídos da sociedade não “comem” explicações. O “lar” da misericórdia é a solidariedade. Seus órgãos vitais são o coração e as mãos que erguem o caído, curam o ferido, abraçam o peregrino, alimentam o faminto.
A misericórdia que Deus exige de você e de mim não é outra senão a evangélica que consiste em 14 obras, divididas em sete corporais: dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, acolher o forasteiro, vestir quem está nu, visitar os doentes e assistir aos prisioneiros e sepultar dignamente os mortos. Todas essas obras centradas na exortação “cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes” (Mt 25,40).
E também sete obras espirituais: dar bom conselho a quem necessita, ensinar os ignorantes, corrigir os que erram, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as fraquezas do próximo, rogar a Deus pelos vivos e mortos.
Meu irmão, em Emaús e à beira do lago da Galileia, Jesus toma o pão, abençoa e reparte. Os discípulos O reconhecem, por causa de Seu tato característico (Lc 24,30; Jo 21,12-13). Que gestos você tem feito para que as pessoas o reconheçam como discípulo de Jesus? Saiba que os gestos alimentam, curam e restauram. Eles são toques da misericórdia de Deus.
O nosso mandato é a prática da misericórdia para com o irmão: “Vai e faze o mesmo!”

Quaresma na Terra Santa

A Quaresma tem início na Quarta-feira de Cinzas e seu término ocorre na Sexta-feira Santa com a celebração da Missa da Ceia do Senhor. Este período é reservado para reflexão e conversão pessoal.
Estando na Terra Santa, lugar onde estes acontecimentos ganham autenticidade, os cristãos vivem este itinerário com o auxílio da Igreja, pois esta é muito presente na vida dos fiéis locais e dos peregrinos vindos do mundo inteiro. Eles lotam as ruas de Jerusalém mesmo num tempo de inverno rigoroso.
Durante a vigília, as portas do Santo Sepulcro são abertas já no primeiro domingo da Quaresma. Este é um antigo ritual, no qual franciscanos (ordem religiosa que detém a custódia dos lugares santos há centenas de anos) e fiéis dão início à sua caminhada espiritual de preparação para a Semana Maior [Semana Santa].
Via Sacra nas vielas de Jerusalém
Rigorosos no jejum, não comem carne vermelha durante todo este período quaresmal, nem  mesmo aos domingos.
Os Santuários, palcos dos momentos finais de Jesus antes de Sua morte e ressurreição, ganham relevo com celebrações próprias. A cada quarta-feira, os cristãos se reúnem para orações específicas, realizadas às 15h. São momentos de interiorizarão e meditação sobre a Paixão e Morte de Jesus.
Toda sexta-feira, os frades caminham pelas vielas da cidade velha de Jerusalém recitando a Via-sacra nas diversas línguas. Mesmo em meio ao mercado árabe, o clima que envolve todo o percurso é de oração e meditação.
Este período é tão respeitado que nenhum cristão, que vive nesta Terra Santa, casa-se nesta época, já que casamento remete a festas e celebrações.
Para a festa pascal, um doce muito popular é confeccionado pelas famílias. Conhecido como “Coroa de Cristo”, a iguaria recorda os momentos de dor e angústia de Jesus, pois traz em si o significado da doação feita pelo Redentor ao homem e que não deve cair no esquecimento, mas precisa ser algo presente na vivência cristã.
Jackline Tushye, cristã católica que vive na cidade de Belém, nos falou sobre como vive o período quaresmal: “É um tempo propício, busco auxílio para esta vivência na Palavra de Deus, desta forma, renovo minha fé, meu amor a Deus e ao próximo”.
Vinda de uma família cristã, ela nos fala de propósitos feitos em comum: “Nas quartas e sextas-feiras, fazemos jejum em nossa casa com a abstinência de carne e de doces. Esse dinheiro que seria usado para este fim, doamos para aqueles que mais necessitam”. Ela encerra sua entrevista nos deixando uma lição de vida: “A vida de um homem não depende do quanto ele tem, mas do quanto doa”.
Falando deste apelo, a Igreja da Terra Santa conta, anualmente, com a ajuda de cristãos do mundo inteiro. A coleta da Sexta-feira Santa está inserida na causa da paz, pois os irmãos e as irmãs da Terra de Jesus desejam ser instrumentos eficazes nas mãos do Senhor para o bem de todo o Oriente.
Esta iniciativa é, em toda parte, a via ordinária e indispensável para promover a vida dos cristãos nesta amada terra.
Caminhemos nesta espiritualidade cristã, pois é o tempo propício. É um período de nos aprofundarmos no seguimento do Cristo, pobre, humilde e crucificado. Esse seguimento torna-se um encantamento que, por sua vez, leva à configuração com o Ressuscitado.
Uma Santa Quaresma a todos!

Confissão, festa do pecador arrependido

A confissão é o sacramento da misericórdia de Deus, é a festa do pecador arrependido.

“Aqueles que se aproximam do sacramento da penitência obtêm da misericórdia divina o perdão da ofensa feita a Deus e ao mesmo tempo são reconciliados com a Igreja que feriram pecando e a qual colabora para sua conversão com caridade, exemplo e orações.” (Conc. Vat. II, LG 11)

Cristo confiou o exercício do poder de absolver os pecados ao ministério apostólico. A este é confiado o “ministério da reconciliação” (cf. II Cor 5,18). O apóstolo é enviado “no nome de Cristo”, e é Deus mesmo que, por meio dele, exorta e suplica: “Reconciliai-vos com Deus” (II Cor 5,20).