8 de fevereiro de 2012

Cruz da Jornada Mundial da Juventude chegará ao RN sexta-feira

Símbolos da Jornada Mundial da Juventude, a cruz e o ícone de Maria chegarão ao Rio Grande do Norte na próxima sexta-feira, às 10h. Eles virão em um avião da Força Aérea Brasileira, que aterrissará na Base Aérea, em Parnamirim. Na solenidade para receber a cruz estarão o Administrador Apostólico da Arquidiocese, dom Matias Patrício, o coordenador para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Eduardo, e o coordenador nacional do projeto Bote Fé, padre Carlos Sávio.

A cruz e o ícone estão percorrendo todos os Estados brasileiros. No Rio Grande do Norte, passará pela Arquidiocese de Natal, em seguida irá para Diocese de Caicó e depois para Diocese de Mossoró, para seguir rumo ao Ceará. A chegada da cruz e do ícone de Maria deflagram uma ampla programação chamada Bote Fé Natal.

Serão 72 horas ininterruptas de eventos como vigílias, missa, shows e procissão com os dois símbolos da Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá em 2013, no Rio de Janeiro. A cruz e o ícone de Maria estarão no show da gravação do DVD, que acontecerá nessa sexta-feira, às 17h, na praia do Forte

4 de fevereiro de 2012

Não seja ‘burocrata do sagrado’, mas propagador da compaixão do Pai

Pegando a frase do Evangelho “a multidão estava como que ovelhas sem pastor”, Jesus atrai para si o título de Pastor. Este atributo recebe a sua justificação na observação do evangelista ao interpretar os sentimentos do coração do Senhor: vendo as multidões que O seguiam, Jesus se compadeceu delas, teve compaixão.
Mestre, desde o início da Sua missão, Jesus convida os discípulos – e a todos nós! – a manifestar aos homens o amor de Deus por eles.
Em poucas linhas, podemos ter o quadro da vida de Jesus Nazareno com os apóstolos e a multidão do povo: a intimidade do Senhor com o grupo dos Doze visando à formação destes, a atividade intensa da vida pública de Jesus e dos apóstolos, o entusiasmo do povo pelo Senhor, a Sua disponibilidade apesar da fadiga, por fim, os sentimentos profundos de Jesus diante desse povo errante e sedento de Deus. É assim que Deus olha para mim e para você, bem como para toda a sua família e os homens no mundo inteiro. Deus deseja e quer que todos O procuremos: “Havia ali tanta gente, chegando e saindo“.
Embora com o desejo e a vontade de atender a todos, Jesus, juntamente com os apóstolos, ressalta a necessidade de um descanso, após as tarefas apostólicas. Para dizer que também o missionário precisa de descanso. Um tempo de retiro, de recuperação das energias, de intimidade com Deus. Foi por isso que, quando os discípulos voltam empolgados com os resultados da missão, a primeira reação do Mestre é convidá-los para uma retirada, para que refaçam as forças.
Jesus tem critérios que não correspondem ao grande critério da sociedade nossa: o da eficácia. Para Ele, os apóstolos não eram “máquinas”, mas, em primeiro lugar, pessoas humanas que necessitavam ser tratadas como tais.
O trabalho – mesmo o trabalho missionário – não é absoluto. Jesus reconhece a necessidade de um equilíbrio entre todos os aspectos da vivência humana. Aqui há uma lição para muitos cristãos engajados hoje: embora devamos nos dedicar ao máximo no apostolado, não devemos descuidar da nossa vida particular, da nossa saúde, do cultivo de valores espirituais e do relacionamento afetivo com os outros. Caso contrário, estaremos esgotados em pouco tempo, meras “máquinas” ou “funcionários” do sagrado, que não mostram ao mundo o rosto compassivo do Pai, mas que por dentro são “ocos”!
O texto ressalta a compaixão de Jesus para com o povo com uma característica específica: era um povo muito sofrido, rejeitado e desprezado pelos chefes político-religiosos da época. Diante de tal cenário, muitas vezes, Cristo nem tinha tempo para comer. E quando Ele se retirava, o povo ia atrás d’Ele.
O que atraía tanta gente? Com certeza, não foi em primeiro lugar a doutrina, nem os milagres, mas o fato de irradiar compaixão, de demonstrar duma maneira concreta o amor compassivo de Deus. Jesus não teve “pena” do povo, não teve “dó” dos sofridos. Teve “compaixão” das pessoas, literalmente, sofria junto com elas, e tinha uma empatia com os sofredores, a qual se transformava numa solidariedade afetiva e efetiva.
Este traço da personalidade de Jesus desafia a Igreja e os seus ministros hoje, para que não sejam “burocratas do sagrado”, mas irradiadores da compaixão do Pai.

Infelizmente, muitas vezes, as nossas igrejas mais parecem repartições públicas do que lugares do encontro com a comunidade que acredita no amor misericordioso de Deus e na compaixão de Jesus! A frieza humana frequentemente marca as nossas atitudes, pregações e cuidado pastoral. Num mundo que exclui, que marginaliza e que só valoriza quem consome e produz, o texto de hoje nos desafia a nos assemelharmos cada vez mais a Cristo, irradiando compaixão diante das multidões que hoje – mais do que nunca! – estão como que ovelhas sem pastor.

Evangelho (Marcos 6,30-34) Sábado, 4 de Fevereiro de 2012 4ª Semana Comum

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 30os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. 31Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. 32Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. 33Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles. 34Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Nosso caminho é a santidade. "Vós, portanto, sereis perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celeste" (Mt 5,48).

Nosso caminho é a santidade. Fomos criados à imagem de Deus. Precisamos ter a “cara” do Pai. Essa é a obra do Espírito Santo em nós. Se você guardar um frasco de perfume vazio e, depois de algum tempo, abri-lo, sentirá ainda a fragrância, pois o frasco ficou impregnado com o aroma.

É por isso que o Senhor nos encheu com o Espírito Santo, para nos impregnar da santidade de Deus. Não é a nossa santidade, nem a nossa perfeição, mas a do Senhor. Ele tem o direito de nos impregnar da Sua santidade e perfeição. É preciso dar a Deus o direito de ser Deus em nós.

Deus Pai tem o direito de nos transformar à Sua imagem. Ele nos deu o Espírito Santo para colocar em nós a Sua santidade. Por isso é preciso sermos “renovados pela transformação espiritual de nossa inteligência” e renunciarmos ao conceito errado de que não merecemos ser santos; que não somos dignos, que isso não é para nós, que não somos capazes. Precisamos cumprir Sua ordem: “Sede santos, pois eu sou santo.”

"Ou Santos ou nada!"

Isso parece algo impossível, mas, ao contrário, no momento em que você permite, a graça acontece. No mundo espiritual é fácil ser santo. Tão fácil quanto conceber um filho. É deixar Deus, pelo Seu Espírito, injetar em nós Sua santidade. Ou renovamos, sem cessar, os sentimentos da nossa alma e assumimos: “Quero ser santo”, como quem rema contra a correnteza deste mundo corrompido, lutando cada dia para alcançar a santidade, ou somos levados pela enxurrada desse rio sujo e poluído. Para isso precisamos viver o “ou santos ou nada”.

Deus o abençoe!

3 de fevereiro de 2012

Nada deve nos separar do banquete da vida com Deus.

No Evangelho de hoje, estamos à volta com dois banquetes. Em ambos, há um paradoxo: no banquete da “morte”, celebrava-se o aniversário (a vida) do rei Herodes. O outro banquete que  nos é apresentado é o da “vida”, no qual o ponto central é o martírio de São João Batista.
No primeiro banquete – o da morte – os convivas são norteados pela emoção meramente humana e terrena. Fazem contratos e juramentos sem pensar nas consequências, são norteados pela ganância, pelo querer “aparecer” fazendo-se valer do prazer e do poder temporal.
No segundo banquete temos João Batista e os seus discípulos que lutam por uma causa justa e verdadeira. Têm os olhos em Cristo, o Caminho, a Verdade e a Vida. Seus olhos estão fitos no céu de onde lhes vem a salvação, por isso, não temem nada nem ninguém. Desafiam o poder temporal. Defendem a justiça, a honestidade e enfrentam o martírio.
Martírio é uma palavra de origem grega que se traduz em testemunho, profecia e que implica a doação da própria vida.
A vida é sempre um dom de Deus e não deveria nunca ser tirada antes do tempo. Elias, que foi o maior dos profetas, escapou de Jezabel que queria matá-lo: “Elias levantou-se e partiu para salvar a vida” (I Rs 19,3). Jesus também, quando soube que queriam matá-Lo, fugiu diante deles (cf. Lc 4,29-30; Jo 8,59). Portanto, o martírio não deve ser buscado por ninguém. Em última palavra, o martírio é uma graça de Deus. Mas, dele não se deve fugir, se é necessário dar o testemunho e para defender a vida do povo.
Jesus também nos ensina que não devemos ter medo daqueles que matam o corpo (cf. Mt 10,28; Lc 12,4). Por isso, dar a vida é a melhor forma de amor e de tê-la em plenitude, a exemplo de Jesus que nos amou até o extremo (cf. Jo 13,1). O máximo do amor é dar a vida pelos seus. Deste modo, a vida não é tirada, mas é dada livremente (cf. Jo 10,18).
No mundo em que constantemente somos surpreendidos por inúmeras notícias de injustiças sociais, violências, terrorismo, etc., os sinais dos tempos indicam-nos que Jesus está próximo. Sua vinda é iminente. Precisamos nos fazer os santos do derradeiro momento. No momento em que a Igreja vai passar por seus momentos de provação, isto é, de perseguição, urge nossa entrega total a Deus e uma renúncia a tudo o que o mundo nos oferece e que poderá nos separar do banquete da vida com Deus e em Deus.
Fujamos dos inúmeros banquetes da morte que “a torto e a direito” o mundo nos oferece. No momento em que as trevas insinuarão cobrir a Igreja de Deus, precisamos andar na Luz, buscar a Luz. “Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo o pecado” (Jo 1,7). O que isso significa senão que participamos do banquete da vida com Deus?
João apontou para Jesus, dizendo àqueles que vinham a Ele que se arrependessem sinceramente a fim de que Deus pudesse fazer neles morada. Empenhemo-nos na busca do Senhor na oração e roguemos a Ele para que sejamos, a exemplo de João Batista, corajosos na fé, dando a nossa vida se preciso for. Entretanto, nossa oração precisa ser um diálogo íntimo com o Senhor capaz de testemunhar com nossa vida – e se for necessário com o martírio do nosso corpo diante das perseguições – que os cristãos passarão nos tempos em que vivemos. Quando um mártir testemunha, pelo sofrimento e morte dos membros de Seu corpo, Cristo sofre, morre e ressuscita novamente.
Será que hoje em dia eu e você temos a coragem de João Batista para dizer aos “Herodes” de hoje: “Pela nossa Lei tu não podes te casar com a esposa do teu irmão“, a ponto de sofrermos prisões e morrermos por Cristo, que é a Verdade e a Vida?
De acordo com Tertuliano “o sangue dos mártires é a semente de novos cristãos”. Estamos prontos para ser “sementes derradeiras” da Igreja ou precisamos ainda por meio da oração deixar o Espírito Santo fazer de nós verdadeiros soldados da fé que, na luta contra as forças malignas que buscam dominar o mundo – personificadas nos governos e atos iníquos – dão sua  vida para que o Reino de Deus estabeleça-se, de fato, no mundo?
Pai, que as contrariedades da vida jamais me intimidem e impeçam de ser um seguidor fiel e autêntico, procurando cumprir a minha missão de afastar os homens e as mulheres do banquete da morte e convidá-los a participar plena, consciente e ativamente do banquete da vida.

A importância dos sacramentos. O Espírito Santo cura e transforma aqueles que os recebem

Muitos católicos possuem dúvidas de fé, mesmo entre os mais inseridos em diversas pastorais. Diante desta realidade o Papa Bento XVI tem se pronunciado constantemente sobre a importância do estudo do Catecismo da Igreja Católica (CIC) para o revigoramento dos conteúdos fundamentais da fé. Prova disso é a Carta Apostólica sob forma de Motu Proprio – PORTA FIDEI, na qual o Santo Padre proclamou que a partir de 11 de outubro a Igreja viverá o "Ano da Fé".
O Sumo Pontífice afirma, nesta carta, que no ano em questão, o Catecismo da Igreja Católica poderá ser um verdadeiro instrumento de apoio da fé e de formação dos cristãos neste tempo tão complexo. Certamente, o conhecimento da fé leva a uma vivência mais autêntica dos sacramentos e aproxima o homem dos mistérios de Cristo.
Mas o que são sacramentos? Quais são eles? Qual é a relação entre sacramento e fé? Por que eles são eficazes? O que é a graça sacramental? E outras perguntas deste gênero a respeito do sacramento são constantes na vida do cristão.
Fundamentado no Catecismo da Igreja Católica encontramos tais respostas que seguramente contribuem não apenas para o conhecimento intelectual, mas sobretudo para a intimidade com Cristo, razão única da vivência da fé. Os parágrafos 1113 a 1134 são dedicados ao Ministério Pascal nos Sacramentos da Igreja.
O Catecismo da Igreja Católica afirma que os  sacramentos são sinais sensíveis e eficazes da graça, instituídos por Cristo e confiados à Igreja, mediante os quais nos é concedida a vida divina. São sete os sacramentos: Batismo, Confirmação – Crisma, Eucaristia, Penitência – Confissão, Unção dos enfermos, Ordem e Matrimônio.
Os sacramentos são necessários para a salvação, porque conferem as graças sacramentais como o perdão dos pecados, a adoção de filhos de Deus, a conformação a Cristo Senhor e a pertença à Igreja. O Espírito Santo cura e transforma aqueles que os [sacramentos] recebem. Estes sinais Cristo confiou à sua Igreja, portanto, os sacramentos são da Igreja, sendo ação de Cristo, e a edificando. Eles são eficazes porque é Cristo que neles age e comunica a graça que significam, independentemente da santidade pessoal do ministro, ainda que os frutos dos sacramentos dependam também das disposições de quem os recebe. Existe uma relação íntima entre os sacramentos e a fé, estes não apenas supõem a fé como também, por meio das palavras e elementos rituais, a alimentam, fortificam e exprimem. Ao celebrá-los, a Igreja confessa a fé apostólica, isto é, a Igreja crê no que reza.
Portanto, os sacramentos possuem um selo espiritual de proteção divina, configurando o cristão a Cristo, sendo, pois, consagrado ao culto divino e ao serviço da Igreja. Enfim, neles há uma graça do Espírito Santo, dada por Cristo e própria de cada sacramento. Essa graça ajuda o fiel no seu caminho de santidade, bem como no crescimento da caridade e do testemunho. Dessa forma, o mergulho profundo no mistério dos sacramentos, por intermédio do conhecimento da fé, conduz o cristão ao próprio Cristo.

Jesus nos ensina um amor incondicional

No corpo de uma fundação, de uma família, para que ela tenha vida e vida em abundância, é imprescindível que todos se conheçam, se acolham e se assumam no que são, cooperem entre si para que cada um seja o que é e desenvolva seus talentos para o bem de todos. É a isso que podemos chamar ‘amor do corpo’.

Ele não se imprime tanto na sensibilidade, mas na vontade, e se traduz por uma responsabilidade crescente de se conhecer, acolher, assumir e cooperar na realização do que cada um é na família e para a família. Essa atitude gera em nós abertura gratuita, deixando de lado os julgamentos, aumentando a alegria pelo ser e pela vida do outro. E isso tudo gera amor. Amor genuíno, verdadeiro, que vai muito além da sensibilidade, embora possa também atingi-la; e é bom que a atinja e vá além; e ultrapasse-a.

Esse é o amor que Cristo nos ensinou, um amor incondicional que não leva em conta o que a pessoa faz, mas o que ela é. Ela é membro do mesmo corpo. Ela é família.

Deus o abençoe!